Inteligência Artificial na Saúde como aumentar a eficiência e reduzir custos 

Se você atua na área da saúde, com certeza está familiarizado com alta demanda, custos nas alturas e processos padronizados. Quem vive essa realidade sabe que uma das  grandes preocupações quando se fala em uma reforma estrutural visando alta performance no setor é o aumento de investimento. Porém, essa é uma perspectiva simplista e errônea, existem soluções inteligentes onde o investimento é rapidamente percebido e recuperado com produtividade, eficiência e entrega. 

Primeiro, vamos ver quais são os principais desafios das empresas na área da saúde que impactam na busca pela alta performance. 

Desafios comuns no setor de saúde

A Gestão da Cadeia de Suprimento: A inoperância de tecnologias empregadas, o grande número de stakeholders envolvidos e o dinamismo dos ambientes interno e externo são os maiores desafios aqui. 

Em hospitais, há peculiaridades que tornam essa operação ainda mais complexa. O foco principal dos profissionais de saúde é a recuperação rápida dos pacientes, normalmente os investimentos das instituições de saúde voltam-se para adoção de novas tecnologias e técnicas associadas ao contexto médico/científico, ficando a evolução dos processos em segundo plano. 

São problemas encontrados na cadeia de suprimento: 

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Atendimento ineficiente: Um ponto negligenciado e que impacta em toda a empresa é a satisfação do cliente/paciente.

Não precisamos explicar nesse artigo que na era digital, o cliente precisa ser conquistado e se tornar fã da sua empresa, isso reverbera e ajuda na prospecção, retenção e credibilidade da sua marca. Mas vale destacar que o uso estratégico de tecnologias como Inteligência Artificial e RPA transformam a coleta, o processamento e a análise de dados de entrada e saída, o que abre o caminho para novos negócios e oportunidades para transformar a experiência e fidelizar o cliente.

Ausência de análise preditiva: As tecnologias são ferramentas importantes para permitir que o negócio não atue mais de forma reativa diante das transformações do mercado e dos comportamentos de consumo. Na saúde, por exemplo, a falta de um padrão de contingência e a dificuldade de prever demandas faz com que a operação tenha dificuldade de atuar em momentos de crises e mudanças.

Com a infraestrutura adequada, é possível que a saúde desenvolva planos de contingência ainda em cenários de normalidade, preparando o negócio para possíveis adversidades. Mas na pandemia do Covid-19 tivemos um exemplo recente da agilidade proporcionada pela tecnologia, afinal, órgãos governamentais do mundo inteiro foram desafiados a desenvolver Planos de Contingência em tempo recorde, com o objetivo de nortear e orientar práticas de isolamento, vacinação e da retomada gradativa das atividades presenciais. Sem um nível tecnológico mínimo, a atuação em tempo recorde não seria viável.

Cuidados com a segurança do paciente: Essas tecnologias de ponta, cada vez mais utilizadas no mercado, podem aumentar não só a segurança de dados, como também a do próprio paciente. Segundo especialistas da Fiocruz em artigo científico, existem diversas oportunidades em IA para a saúde. Entenda:

“Na atualidade, a maior parte dos dados é coletada usando diferentes tipos de tecnologias de monitoramento: sensores de sinais vitais, dispositivos portáteis, sensores de pressão e visão computacional. Há muitas oportunidades para utilizar a IA e novas fontes de dados a fim de reduzir a frequência dos danos ocorridos em todos os domínios. Esperamos que a IA tenha seu maior impacto em áreas onde as estratégias atuais não são eficazes e nas quais é necessária a integração e a análise complexa de dados inovadores e não estruturados para fazer previsões precisas – isto se aplica especificamente aos eventos adversos relacionados a medicamentos, descompensação e erros de diagnóstico”, afirma a FioCruz.

Inteligência Artificial, transformando a realidade da sua empresa!

Falar de Inteligência Artificial na saúde é uma tarefa desafiadora devido à amplitude da discussão, com muitas possíveis abordagens. Aqui, vamos focar na redução de custos e no aumento da eficiência nos processos

A experiência dos pacientes precisa ser entendida como prioridade para aproximá-los da empresa, estabelecer vínculo e sentimento de cuidado.

Saúde é um tópico delicado, a pandemia do novo coronavírus trouxe o assunto para os holofotes, destacando a necessidade de modernização das instituições com maior preparo desde o agendamento, até a hora de acolher e cuidar dos seus pacientes, seja em visitas de rotina, consultas rápidas ou mesmo internações. 

A tecnologia agrega:

  • Criando um sistema de agendamento inteligente, com análise de banco de dados, frequência, histórico e lembretes. 
  • Reduzindo o tempo de espera com cadastros antecipados e impacto na triagem;
  • Aprimorando os prontuários eletrônicos, cruzando informações e permitindo abordagem específica, rápida, assertiva e inteligente.
  • Entregando resultados parametrizados, em casos de laboratórios, com análises anteriores, comparativos e sugestões.

Leia também: Tecnologias Inteligentes: 3 exemplos e por que investir. Entenda como o uso estratégico de tecnologias inteligentes resultou em economia de 50% para clientes Profectum. 

Existem 3 tipos de atividades dentro das empresas de saúde:

Com alto grau de complexidade, que necessitam de colaboradores extremamente preparados e técnicos, aqui a tecnologia entra justamente como aliada, com alternativas como deep learning e redes neurais artificiais, as análises ficam ainda mais robustas e inteligentes, cabendo aos  profissionais um papel estratégico. 

Com médio valor agregado, onde os processos exigem atenção da gestão mas não necessariamente de profissionais técnicos específicos. Geralmente é nesse escopo que acontecem os retrabalhos, a linha entre gestão e operacional se torna ainda mais tênue e o custo é dobrado, além dos atrasos e falhas.

Aqui, RPAs e Inteligência Artificial conseguem executar padrões com maior eficiência, sem a necessidade de intervenção na operação, entregando constância e resultado assertivo, a gestão volta ao seu papel estratégico.

Sem nenhum valor agregado, nesse cenário, não há a necessidade de um colaborador executando atividades morosas, repetitivas e que custem alto para a empresa, pois não gera retorno, apenas despesa. Trabalhos que podem ser executados por bots, como: preenchimento de planilhas, relatórios, cruzamento de informações, banco de dados digitais, ctrl c + ctrl v em arquivos digitais e acessos a sites de terceiros para buscar informações 

Aqui, também podemos exaltar o uso de plataformas low code e os chatbots para transformar processos. Só no Brasil, a presença dos chatbots  no mercado em 2023 aumentou em 148% em relação a 2022, aponta o Mapa do Ecossistema Brasileiro de Bots, produzido pela Mobile Time).

Reduzindo Custos

Neste ponto, notamos a diferença expressiva entre custos e investimentos. Implementar tecnologias de alta performance não é, necessariamente, um sinônimo de altos custos: a percepção de valor está justamente nas entregas e as otimizações impactam no resultado final, o que nos dá a noção de um investimento bem sucedido.

Importante buscar ajuda de profissionais capacitados para diagnosticar, junto à sua empresa, os principais gargalos da operação e onde tecnologias como RPA e Inteligência Artificial podem entrar com maior valor agregado. Para que a qualidade da transformação seja vista e sentida em todos os quadrantes, gerando impactos no negócio de ponta a ponta, ajustes precisam ser feitos em todo o caminho, por isso, a importância do acompanhamento qualificado de especialistas.

Enxugar, enxugar e enxugar! Esse é o segredo para reduzir os custos! 

Poderíamos falar sobre como a tecnologia pode atuar nos diagnósticos avançados, descobertas precoces, métodos alternativos, tutoriais de alta performance clínica, banco globalizado… esses tópicos vão ficar para futuros conteúdos.  

O fundamental é você saber que o uso da inteligência artificial aliada a processos bem definidos e pessoas capacitadas de forma estratégica, não mais em tarefas com baixo ou nenhum valor agregado, potencializam os resultados e aumentam os ganhos tanto para a instituição – com rentabilidade e eficiência, como para os profissionais que passam a ter funções relevantes e desafiadoras e claro, os clientes que sentem a diferença lá na ponta.

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