
Em uma era digital onde as transformações são constantes e o obsoleto chega com muita rapidez, o foco das empresas precisa ser: gerar valor para o seu público! A sua faz isso?
É necessário pensar em produtos e serviços escaláveis, acompanhar as mudanças de comportamento dos consumidores, novidades e tendências do mercado.
Teste rápido
Vamos fazer um teste? Abra o seu celular e olhe rapidamente quais são os seus aplicativos instalados, responda mentalmente: quantos estavam na sua vida 10 anos atrás? Aliás, não vamos longe não, muitos não existiam antes da pandemia do coronavírus e hoje são indispensáveis para a sua comodidade e produtividade.
Existem ainda aquelas empresas que sempre fizeram parte do nosso cotidiano, crescemos assistindo na televisão e suas marcas viraram sinônimo para os produtos, e como elas estão hoje? Todas sobreviveram? Elas estão na palma da mão, ou no notebook?
Se sim, essas são empresas visionárias, que conseguiram implementar uma transformação digital.
Listamos abaixo 3 passos que ilustram esse artigo e demonstram as diferenças entre empresas fadadas ao fim, as estagnadas e aquelas que conseguem evoluir e se destacar diante de tanta concorrência.
Antes, leia todo esse artigo com uma pergunta em mente e não se esqueça dela:
Qual o propósito da sua empresa?
No final, você entenderá o porquê da pergunta acima.
1° PASSO – Para ser uma empresa que não pára no tempo, cuidado com a zona de conforto.
A primeira coisa sobre modelos de negócio inovadores, visionários, inteligentes e do futuro é que para eles, não existe ZONA DE CONFORTO.
Quantas empresas eram referência em seus segmentos e deixaram de existir? Ou mesmo, perderam mercado e hoje estão na base da pirâmide do seu segmento?
Precisamos falar sobre a Kodak e aqui, o exemplo é sobre o que NÃO fazer com a sua empresa.
A Kodak é uma empresa que oficialmente nasceu em 1888 com o slogan “Você aperta o botão, a gente faz o resto“, até então uma marca vinculada a um produto só, a câmera. Com o passar dos anos se transformou em uma gigante do mercado, impactando inclusive a indústria do cinema, um de seus filmes fotográficos era utilizado por Thomas Edison.
A marca tem uma linha do tempo poderosa, passou como líder pela era dos VHS e polaroids, mas teve no digital a sua derrocada. Em 1975 lançaram a primeira câmera com essa tecnologia, que pesava quase 4kg e usava fita cassete para guardar as 30 fotos possíveis.
Steven Sasson, engenheiro que criou a primeira câmera digital para a Kodak, seguiu com a sua criação para um modelo mais moderno, com cartão de memória, uma evolução para a época.
Quando o modelo inovador com cartão de memória foi apresentado às lideranças da empresa, o projeto foi vetado. Com medo de abrir o mercado, a estratégia da Kodak era controlar toda a cadeia de produtos e serviços que envolvia fotografia, ou seja, você comprava a câmera, o filme e revelava em uma loja Kodak e o ganho maior estava nos 2 últimos processos, se limitaram a pensar nos ganhos a curto prazo e ignoraram o cartão de memória.
“Só nos Estados Unidos, em 1976, a Kodak vendia 85% das câmeras e 90% dos filmes. Mais de 50% do mercado global nessa época.”
Até 97 a empresa se manteve no topo, atingiu o seu maior valor de mercado. Chegou os anos 00 e é hora de colher o resultado das decisões de anos atrás que ignoravam o movimento do mercado.
As câmeras digitais já eram realidade e trabalhadas pelos concorrentes, elas ultrapassaram as vendas dos modelos tradicionais, acabando assim com uma era, mesmo com o seu modelo digital, tardiamente lançado, a empresa não conseguiu segurar o desmonte da estrutura de serviços e a força dos concorrentes. A falência veio em 2012 com o pedido de concordata, após “perderem” patentes de praticamente todos os produtos ligados à fotografia.
E hoje? A marca conseguiu investimento, concentra a sua modesta atuação em outras áreas como digitalização de documentos e scanner, focada em imagem. Os smartphones dominam o mercado, empresas tradicionais do segmento como Sony, Fujifilm, Canon e Nikon conseguiram se reinventar na velocidade que o mercado pediu e permaneceram até hoje.
Grandes lições deste tópico:
Reinvente o seu modelo de negócio;
Analise os ambientes;
Perceba tendências;
Saia da Zona de Conforto;
Não tenha medo de arriscar;
Não subestime a concorrência;
O que te traz lucro agora não necessariamente é o que te manterá vivo pra sempre.
2° PASSO – Entenda que empresas são pessoas
O caso anterior da Kodak deixou claro a falha na hora de revolucionar o modelo de negócio, muito pautada na alta gestão. Vamos então para o tópico PESSOAS, sim, nós, seres humanos e tomadores de decisões.
Empresas que não param apostam em capital humano com alta capacidade estratégica e poder de adaptação. A relação intelectual será o diferencial e em um universo que já considera a tecnologia e suas automações baseadas em inteligência artificial uma necessidade. A busca por seres humanos que explorem as suas capacidades criativas e visionárias é um desafio.
Portanto, cabe às empresas criarem uma cultura organizacional forte, dentro de um ambiente de trabalho cada vez mais convidativo, acolhedor e disruptivo para recepcionar perfis que vão ser o motor para conduzir a transformação do negócio.
Existem pesquisas que afirmam que em ambientes onde o perfil das pessoas é diversificado, há 50% menos conflitos e 80% mais alcance de metas e resultados.
Hoje, startups, fintechs e empresas de tecnologia no geral já estão dentro desse modelo de valorização dos profissionais, ambiente de trabalho e cultura.
Um erro é acreditar que a busca por resultados extraordinários está ligado a cobrança severa e extrema, rigidez em processos e inflexibilidade. Na verdade, é o oposto. Quanto mais orgânico for a construção do propósito e objetivo comum, maior o engajamento da equipe e produtividade.
O que levar daqui:
Capital humano é fundamental;
Crie uma cultura organizacional forte, coerente e alinhada com o propósito;
O perfil da equipe precisa pairar entre os termos “diversidade e criatividade”.
3° PASSO – A Tecnologia e a chave do sucesso
Importante falar sobre tecnologia, tema que ou é ignorado ou tratado superficialmente por quem ainda está preso ao passado. Quando falamos sobre tecnologias condutoras, podemos citar Blockchain, Realidade Aumentada, Deep Learning … e uma infinidade de opções.
A Inteligência Artificial e como ela leva as empresas direto ao futuro
Com subcamadas, o foco é no desenvolvimento de programas autodidatas, algoritmos de software que executam tarefas que normalmente requerem o maior potencial de inteligência humana, utilizando o campo visual, voz, tomada de decisão e traduções.
Hoje empresas já utilizam a AI em formato de sistemas que executam atividades digitais. Essas tarefas podem transitar em níveis de complexidade e o principal, poupam energia humana para o que realmente importa, ou seja, os foco dos colaboradores mudam para atividades com valor agregado, onde o seu intelecto pode ser melhor utilizado, enquanto a inteligência artificial executa de forma rápida, constante e inteligente.
Para as empresas isso se traduz em menor custo, eliminação de erros, redução de retrabalho, maior consistência dos fluxos, poder de entrega, otimização de equipes e maior lucro.
Qual é o meu propósito
Voltando ao início do artigo, o que de fato difere empresas que pensam “fora da caixa” e vão mais longe é o PROPÓSITO. Quando o propósito não está bem definido, ou seja, não considera ganho para todos as pontas, incluindo o principal que é o cliente, o que se vê são empresas com resultados que não condizem com o seu tamanho, entregando aquém e muitas vezes ficando pelo caminho.
Mas por que isso acontece? A transformação do poder do consumidor! Nos últimos anos o prefixo super foi adicionado a esse cara e ele não é mais um público alvo, é ele quem manda, e ele vai escolher quem possui uma plataforma de valores em comum.
Se espelhe na Amazon
A Amazon é obcecada pela satisfação do seu cliente, e esse é o seu propósito. Ela está sempre um passo à frente quando se trata de entrega de produtos, comodidade e novos serviços. Hoje a Amazon Prime é a principal concorrente do Netflix, e essa abertura de mercado para o streaming pode ser uma transição de alguns produtos ofertados no seu marketplace. Jeff Bezos, o líder e criador da Amazon já disse:
Trabalhe com equipes de confiança;
Enxergue além do momento;
Foco total no cliente;
Primeiro posicione a sua marca;
Baseie o seu plano de ações em fatores invariáveis;
Inove, inove e inove;
Sempre pense a longo prazo.
E agora?
Descubra o seu propósito, ele irá conduzir às transformações necessárias para que de forma orgânica e com muito trabalho, a sua empresa esteja à frente.












