jack ma x elon musk

Inteligência Artificial: Elon Musk X Jack Ma

Dois gênios que reconhecem o poder da Inteligência Artificial porém com visões distintas sobre a influência dessa tecnologia nos seres humanos.

Durante uma das maiores conferências de TI, anualmente realizada em Xangai, Elon Musk e Jack Ma, dois visionários e expoentes do empreendedorismo, trouxeram pontos similares e discordantes com relação a Inteligência Artificial, abrindo assim um debate sobre o futuro da tecnologia nas empresas e o perfil dos novos colaboradores.

Em meio a mudança abrupta do mercado e as experiências diária focadas em tecnologias disruptivas e exponenciais para empresas, é importante e pertinente falar sobre o nosso futuro.

A Cabeça por trás de uma das empresas mais disruptivas do mundo

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Para quem não sabe, Elon Musk, sul africano que fez do Canadá o seu segundo país, é o atual CEO da Tesla Motors, com uma fortuna estimada em 22 bilhões, Elon é fundador de empresas como a SpaceX, Neuralink e VP da OpenAI. Ou seja, o cara sabe o que faz, um midas. Ele que veio de família com poder aquisitivo, frequentou grandes universidades e finalizou duas graduações, é economista e físico, começou a empreender desde cedo e um dos seus primeiros projetos, a X.com, uma empresa de pagamentos – após a fusão com a Confinity e venda em 2001, deu origem ao que conhecemos como PayPal, a venda do PayPal para o eBay em 2002 rendeu quase U$165 milhões para Elon, verba essa utilizada para fundar o Space X.

Abre-te Sésamo, um novo gênio vem aí

fundador do alibaba jack ma chama cultura chinesa de horas extras de bencao 137163 - Inteligência Artificial: Elon Musk X Jack Ma

Jack Ma é co-fundador do site chinês ALIBABA, só isso, um dos maiores e-commerces do mundo. Jack é um bilionário e tem uma história peculiar e motivacional, já que nem sempre foi rico, muito pelo contrário. Frequente na lista dos 50 empresários mais poderosos do mundo, possui um longo histórico de rejeições em universidades, processos seletivos declinados, dificuldade com números, tentativas frustradas de trabalho, como o processo seletivo do KFC – rede de restaurante americano, e aprendeu inglês praticamente por conta própria, indo ao principal hotel da sua cidade conversar com turistas, foi nessa época inclusive que nasceu o Jack Ma, um nome escolhido pela pronúncia fácil já que o seu nome de origem Ma Yun era muito difícil de se pronunciar, segundo os próprios turistas. O Inglês abriu as portas para Jack, ele começou a lecionar e trabalhar como tradutor, após visita aos EUA e conhecer a internet, voltou a China e criou, junto a um grupo de 17 amigos investidores, um serviço que era uma espécie de catálogo local, com as empresas e os serviços prestados por elas.

Dois empreendedores com histórias tão diferentes e origens distintas que chegaram na realeza, com empreendimentos de sucesso e ambos, referência quando se trata de inovação, tecnologia e visão de futuro.

Voltando a conferência em Xangai e o tema desse artigo, ambos possuem a mesma perspectiva com relação ao poder da I.A para transformar o mundo, porém, cada um mostrou seu ponto de vista quando do impacto dessa para a sociedade. 

Elon afirmou na oportunidade que “As pessoas estão subestimando a capacidade da Inteligência Artificial, dizem ser uma cópia da inteligência humana mas vai muito além”, o sul africano endossa um discurso de que a Inteligência Artificial está ganhando mais velocidade do que o ser humano pode compreender, técnicas de machine learning por exemplo alcança algoritmos e retornos nunca visto antes, segundo o empresário, ele finaliza sobre o tema “Provavelmente, o último trabalho que sobrará no mundo é o de escrever códigos de IA. E aí, eventualmente, a própria IA vai começar a escrever o próprio software”. 

Em contrapartida, Jack Ma segue outra linha de raciocínio, com uma visão otimista sobre a Inteligência Artificial, o co-fundador do Alibaba foca na criação de novos empregos desenvolvimento humano, segundo ele  “Eu acredito que vamos trabalhar três dias por semana, quatro horas por dia… Vamos viver até os 120 anos. Precisaremos de IA para os robôs cuidarem dos idosos”, exemplifica.

Jack Ma ainda ressalta que não acredita na tecnologia ultrapassando o potencial humano, análise de dados e sentimento são coisas diferentes, sendo que essa última não pode ser aprendido, o coração humano faz a diferença para o chinês.

A IBM e sua influência no mundo da tecnologia

Vamos dar um pulo lá em 2011 quando a IBM apresentava ao mundo o Watson, uma plataforma inteligente de análise de dados e serviços cognitivos, chamado por muitos de “o computador que pensa”. Por que estamos falando dele e da IBM? Com certeza um marco recente quando falamos em Inteligência Artificial, a IBMA já havia surpreendido o mundo em 97 com um sistema chamado Deep Blue, derrotando a época o maior enxadrista do mundo, 14 anos mais tarde lá vem eles “competindo” com humanos novamente, apresentam o Watson e a capacidade de entender a linguagem humana.  

São 8 anos desde que o Watson foi apresentado, nesse período alguns erros no sistema, ajustes e muita evolução. No Brasil, mais de 30 casos de utilização (saúde, segurança, cultura, educação…), com uma fonte riquíssima de dados, inegável não admitir que o Watson já transformou a forma de muitas empresas lidarem com a tecnologia, identificando processos onde humanos levariam tempo ou mesmo não conseguiriam executar.

Inteligência Artificial é:

  • Execução Padronizada;
  • Aprendizagem rápida;
  • Réplica de trabalho otimizando tempo e recurso;
  • Alta capacidade de cálculo;
  • Recursos simultâneos;
  • Visão globa;
  • Interferência mínima de fatores externos;

As questões acima são levantadas e precisam ser consideradas. Com certeza, tanto Elon como Jack sabem e deixaram claro em Xangai a robustez das novas tecnologias. 

Em suma, ambos elevam a discussão e deixam claro que na era digital, o uso de robôs e inteligência artificial não se trata mais de opção, já é realidade, todavia, enquanto o todo poderoso da Tesla teme que a Tecnologia avance sem freios e atropele o seres humanos, o garoto prodígio do Alibaba enxerga o avanço do data science e AI como grandes aliados para os seres humanos, que passarão a exercer funções cada vez mais inteligentes e satisfatórias, deixando trabalhos de baixo valor para os robôs.

O Brasil e o agora

Hoje no Brasil o cenário é animador, além de todas as tecnologias conhecidas e empresas tradicionais entrando diariamente no universo digital e apostando em assistentes e robôs, outros modelos estão em ascensão e ganhando cada vez mais espaço dentro das instituições.

No início desse ano, apresentamos a Meg ao mundo, mais do que uma bot, ela é uma plataforma completa com elevados níveis de capacidade de execução e aprendizagem, já presente em empresas no segmento de energia, indústria, saúde e advocacia, a Meg permite que atividades digitais sejam executadas em um tempo muito superior e com resultados exponenciais, deixando assim os colaboradores em funções estratégicas, diminuindo o risco das empresas, reduzindo drasticamente tempo e custo e levando performance e retorno.

Assim, fazemos coro ao Jack Ma quando não só acreditamos mas presenciamos empresas sendo transformadas e pessoas participando ativamente dessa revolução tecnológica.

E você, concorda com quem?  

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