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Jornada Acadêmica x Jornada Lean

Existe algo bem mais próximo que podemos imaginar entre uma jornada acadêmica e uma jornada lean, ambas passam por questionamentos, dúvidas e medos, entretanto, precisam estar atreladas a um propósito e não a imediatismos, empolgações ou falta de planejamento.    

Antes de iniciar ou até mesmo durante a jornada acadêmica muitas pessoas fixam o pensamento em responder um “o que”:

– O que eu serei e farei ao final desse curso? 

Isso é algo extremamente natural por inúmeras razões, entretanto, muitas vezes “o que” não nos gera tantos significados profundos e soluções estruturais de longo prazo.

Nessa linha raciocínio, podemos traçar um paralelo com o mundo organizacional, é comum identificar processos sendo transformados baseados apenas no “o que” da questão: 

“O que será transformado nesse processo?” 

A resposta do “o que” impacta no “como” da transformação processual, ou seja, influenciará a lógica do futuro modus operandi. Transformar processos baseado nesse pensamento é perigoso, caro e poderá não resolver o problema, pois nos conduz a um olhar restrito e segmentado em relação ao todo. 

Ao invés de iniciar uma graduação baseada no “o que”, é mais sensato e lógico iniciá-la baseado em um “por que”:

“Por que cursarei essa graduação?

A resposta de um “por que” carrega em si muitos significados, sentidos profundos, longevos e força a reflexão, essa será a profissão que você escolheu, seja por toda a sua vida ou por uma boa parte dela, identificar o real motivo e razão para cursá-lo é fundamental, assim, você usa o tempo em algo que não faz sentido é um desperdício tanto na vida pessoal, quanto na vida empresarial.

Fazendo referência ao âmbito da gestão, a transformação de um processo ou de uma área deve ser baseada em um “porque”: 

“Por que esse processo ou essa área deve ser transformada?”

Para se chegar a uma resposta de um “por que” para algo, é necessário refletir, discutir em conjunto, pensar sobre um PROPÓSITO, analisar e exercitar a empatia, e tudo isso exige um olhar holístico e profundo a respeito tanto do seu cliente, equipe, estrutura, estratégia, quanto dos processos de suporte, gestão e finalísticos. Sendo assim, a resposta de um “por que” influenciará no “como” da transformação de um processo ou de uma área.   

Desde o seu início na Toyota, o “por que” tem conexão total e direta com o pensamento lean, pois todas as iniciativas e ações de transformação baseadas em lean estão conectadas a um sentido, motivo e razão holística, sempre vinculadas a um propósito. 

Aplicar as ferramentas lean de forma pontual, isoladas a um sentido maior e a um propósito, não tornará a empresa efetiva em sua completude. A jornada lean pessoal e organizacional deve ser iniciada baseada em um “por que”, e não em um “o que”.

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